Você já pensou sobre a responsabilidade do farmacêutico no tratamento de um paciente? Este é um assunto muito importante e relevante, já que diz respeito à qualidade do cuidado de saúde e à prevenção de erros e danos que podem afetar a vida das pessoas, ou seja, a segurança do paciente.

É de conhecimento geral que os antibióticos são essenciais para combater infecções, mas o uso inadequado tem levado ao surgimento de “superbactérias”, as quais, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), têm causado inúmeras mortes.

No entanto, o papel do farmacêutico na prevenção de infecções resistentes vai muito além do controle e orientação no uso de medicamentos. Esse profissional pode ter um impacto direto na saúde de um paciente hospitalizado. Quer saber como? Continue lendo.

Quais são as responsabilidades do farmacêutico em um hospital?

Os farmacêuticos hospitalares têm uma série de responsabilidades vitais, incluindo:

  • Revisar as prescrições médicas, identificar possíveis interações ou conflitos entre os medicamentos, e aprimorar o tratamento medicamentoso dos pacientes.
  • Executar intervenções farmacêuticas, fornecer orientações aos pacientes e aos demais profissionais de saúde acerca do uso adequado de medicamentos.
  • Participar do processo de seleção, qualificação e acompanhamento dos fornecedores e parceiros de negócios ligados à área farmacêutica.
  • Identificar, avaliar, compreender e prevenir os impactos negativos ou outras questões relacionadas aos medicamentos.
  • Integrar comissões de segurança do paciente e farmacovigilância

O que é segurança do paciente?

De acordo com o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), instituído pela Portaria GM/MS nº 529 e conforme conceitua a OMS, segurança do paciente é:

“Reduzir a um mínimo aceitável, o risco de dano desnecessário associado ao cuidado de saúde.”

Isso envolve a prevenção de equívocos na administração de medicamentos, infecções hospitalares e outros incidentes que possam colocar em risco a segurança e o bem-estar do paciente, sendo também uma responsabilidade do farmacêutico.

Entenda melhor a seguir.

Qual é o papel do farmacêutico na segurança do paciente?

A responsabilidade do farmacêutico na segurança do paciente é tão grande que o Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF SP) elaborou um manual de orientações para esses profissionais.

O documento enfatiza que a segurança no uso de medicamentos em uma instituição depende das etapas farmacêuticas, desde a seleção e compra até a dispensação.

Além disso, destaca que o Farmacêutico desempenha um papel ativo no cuidado ao paciente, fornecendo informações científicas atualizadas, promovendo programas de educação sobre novos fármacos e treinando os demais profissionais em todas as etapas do processo de medicação.

Quais são os cuidados que devem ser adotados nos procedimentos com o paciente

Com base no estudo “Prescription of Trust“, realizado pela Escola de Saúde Pública Mailman da Universidade de Columbia e pela Express Scripts Pharmacy, acredita-se que a responsabilidade do farmacêutico deve se expandir para o atendimento direto ao paciente até 2030.

Isso significa que, além dos cuidados relacionados aos medicamentos, é necessário reforçar a importância das precauções nos procedimentos com o paciente, incluindo medidas de biossegurança, como o uso de vestimentas descartáveis.

Assim como a orientação correta sobre o uso de antimicrobianos, que já vimos ser a causa do surgimento de superbactérias, as vestimentas descartáveis também são essenciais para o controle de infecções hospitalares, protegendo tanto os pacientes quanto os profissionais de saúde.

Ao adotar vestimentas descartáveis adequadas, como aventais, gorros, máscaras e luvas, os profissionais contribuem significativamente para a redução do risco de contaminação cruzada e infecções associadas aos cuidados prestados.

Portanto, a inclusão dos farmacêuticos como parte integral da assistência oferecida é essencial para um sistema de saúde comprometido com a segurança e bem-estar dos pacientes e profissionais da área.

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